choviam pedras
quando numa noite
uma mulher que nunca mais acabaquando numa noite
saiu à rua
os braços em forma de céu,
acabando por não acabar
em abismos desmaiados
no peito de homens
dizem que essa mulher sem morte não (a) tem
nome
chorava uma dor de paz
estórias pequenas
e arrumadas que lia de cor
a sua voz lisa
entre meteoros
de fúria
dormente
avançava
há quem diga que é difícil contar as
horas pelos seus dedos
nessa noite
o tempo já passou
porque no seu corpo
o tempo está sempre
muito perto do princípio
do medo
ninguém sabe o paradeiro
à mulher
nunca ninguém lhe ouviu
a morte
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