diz
que é uma imagem
uma margem só de corpos
alinhados
alinhavados
uns nos outros
muitos corpos
sentidos a sério
rasgados abertos
rios
fogem
desse centro
fonte
corpos esses não ficam secos
existem numa voz própria
esta vez e amanhã e depois das viagens
cantam
o original
vagar do
orgasmo
(mesmo antes de nascerem
os corpos segredavam-no)
é deus
a água
é deus
quem sabe
palavrar o silêncio
dolente
é deus
rios que chegam
ao vales de pedra
soprados
os rios lívidos
não param de chegar
ao encontro
marcado
segunda-feira, 12 de março de 2007
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