É um post de chegada. Acabei de chegar. Acabei de partir. Trouxe comigo coisas que levei quando parti. Touxe comigo coisas que me enviaram quando estava longe. Acabei de reencontrar. Pessoas muito longas e quentes. E conversas inconsequentes e fumadas. Amizades-amor. Espaços preenchidos e mãos que nos agarram sem maldade para ficarmos mais um pouco. Enchi a mala de livros para me enganar as saudades que vou sentir. As palavras que trouxe chegarariam até à próxima viagem se as saudades fossem ingénuas, mas são meninas espertas. Usam o truque do silêncio e a fidelidade da presença.
Também sei que essa cidade não pode ser definitiva. Lisboa não é espaço definitivo por esse sentimento português de incrustada expectativa de implosão nacional. Por outro lado, não desejaremos morrer em Londres, porque a alma da cidade é uma fera ferida que sonha com o silêncio absoluto do fundo do rio. Rimos estranhamente alto, mas não somos pessoas de incomodar. Há outros lugares no mundo.
Também sei que essa cidade não pode ser definitiva. Lisboa não é espaço definitivo por esse sentimento português de incrustada expectativa de implosão nacional. Por outro lado, não desejaremos morrer em Londres, porque a alma da cidade é uma fera ferida que sonha com o silêncio absoluto do fundo do rio. Rimos estranhamente alto, mas não somos pessoas de incomodar. Há outros lugares no mundo.